Se a escala maior transmite um caráter brilhante e resolvido, a escala menor é seu complemento — mais introspectiva, com uma tensão diferente. Na música popular, no rock, no blues e na MPB, as tonalidades menores são tão frequentes quanto as maiores.
A diferença fundamental é que a escala menor tem a terça menor (1 tom e meio entre o I e o III grau, em vez de 2 tons na maior). Mas ao contrário da escala maior, que tem uma única forma, a escala menor tem 3 variantes, cada uma com uma função diferente.
Menor Natural
A menor natural é a forma básica. Ela usa exatamente as mesmas notas da sua relativa maior — Lá menor natural tem as mesmas notas de Dó maior, só começa em Lá. A fórmula de intervalos é T-S-T-T-S-T-T.
Lá menor natural (Am)
Menor Harmônica
A menor harmônica resolve um problema da natural: o VII grau natural (Sol, no caso de Lá menor) está a 1 tom da tônica, o que enfraquece a sensação de resolução. A solução é elevar o VII grau em meio tom (Sol → Sol#), criando uma sensível que "puxa" para a tônica.
Isso também cria o acorde dominante (E7 em Lá menor, em vez de Em), que é essencial para a cadência V-I no modo menor. O efeito colateral é um intervalo de 1 tom e meio entre o VI e o VII grau (Fá → Sol#), que dá à escala um caráter exótico.
Lá menor harmônica (Am)
Menor Melódica
A menor melódica vai além e eleva também o VI grau (Fá → Fá#), eliminando o intervalo de 1 tom e meio da harmônica. O resultado é uma escala mais suave para melodias ascendentes. Na teoria clássica, a melódica desce como natural (sem as alterações). Na prática moderna — jazz, bossa nova, fusion — a versão ascendente é usada em ambas as direções.
Lá menor melódica (Am) — ascendente
A ferramenta abaixo permite consultar qualquer escala menor em qualquer das 3 variantes. Escolha o tipo, a tonalidade e o grau.